Jovem homicida gay tem perfil explosivo

Avaliação psiquiátrica revela que Eugénio Reicha mostra indiferença sobre o crime.

30 de abril de 2017 às 09:33
Eugénio Reicha foi detido pela Polícia Judiciária após o crime Foto: André Cravinho
Simon Carley-Pocock foi morto com uma lança Foto: Direitos Reservados

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O jovem que esventrou com uma lança um inglês com quem mantinha uma relação amorosa, em abril do ano passado, em Alcoutim, foi considerado imputável depois de uma avaliação psiquiátrica. A leitura da sentença está marcada para o início de maio.

O relatório psiquiátrico, pedido pela advogada de defesa, revelou que Eugénio Reicha, de 21 anos, tem uma personalidade explosiva e mostra uma grande indiferença em relação ao crime, fatores que o consideram imputável para julgamento.

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Perante os resultados da perícia e após as alegações finais, o coletivo de juízes marcou a leitura do acórdão para dia 5 de maio, altura em que o jovem vai saber a sentença pelo homicídio de Simon Carley-Pocock, de 58 anos, ocorrido na casa que a vítima tinha no Serro da Vinha, na localidade de Pereiro.

Na sessão de alegações finais, no Tribunal de Faro, o jovem manteve-se em silêncio, assim como em todo o julgamento, que começou no início deste ano, pelo que não ficou definida a motivação do homicídio.

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No entanto, na altura em que foi apanhado pela PSP, ao conduzir o automóvel que tinha furtado à vítima após o homicídio, Eugénio Reicha confessou aos agentes que cometeu o crime após uma discussão por insistência para fazer sexo por parte de Simon Carley-Pocock.

O Ministério Público pediu pena de prisão efetiva pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado, bem como condução de automóvel sem habilitação legal.

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