JOVEM QUER BATER RECORDE MUNDIAL EM CIMA DE BIDÃO

Um jovem de 27 anos iniciou ontem uma maratona na Batalha com o intuito de inscrever o seu nome no Guinness Book, o Livro dos Recordes, por percorrer 120 quilómetros em cima de um bidão.

26 de março de 2003 às 00:01
JOVEM QUER BATER RECORDE MUNDIAL EM CIMA DE BIDÃO Foto: Cláudio Garcia
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António Varino, que responde pelo nome artístico de “Katoya”, começou a prova às 9h00 e propõe-se continuar a rodar o bidão dia-e-noite, até sexta-feira, altura em que julga estar cumprida a distância suficiente para bater o actual recorde, estabelecido em 119 quilómetros.

Proprietário e único artista do "Circo do Terror", criado para animar festas em "bares, discotecas e casamentos", “Katoya” tentou entrar no Guinness Book o ano passado, mas desistiu após ter sido informado que a mãe "tinha sido internada no hospital". Na ocasião, o jovem tinha como objectivo ligar a Batalha a Lisboa, através da EN-1, mas ficou-se pela Benedita.

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Desta vez criou um minicircuito na zona do Mercado Municipal da Batalha, onde pretende cumprir esta maratona de mais de 80 horas em cima de um bidão.

Ontem à tarde, com seis horas de prova, “Katoya” tinha gasto quatro bidões. Quanto à distância percorrida é que teve mais dificuldades em responder. "Os senhores do Guinness é que estão a controlar isso, mas estão escondidos e pediram para eu não dizer quem são", justificou o candidato a recordista.

Sozinho na organização da prova, o jovem sabe apenas que é permitido parar "10 minutos de duas em duas horas" e nunca pode "pôr os pés no chão". Quanto às necessidades fisiológicas, só pode "fazer chi-chi". O resto espera não precisar de fazer, tendo em conta o regime alimentar que definiu, à base "de sandes especiais".

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Outra das imposições, segundo o jovem, é não tomar medicamentos, pois no final da maratona poderá ser submetido a análises clínicas.

Se conseguir manter-se quatro dias em cima do bidão, “Katoya” espera entrar no livro mundial de recordes e receber "150 mil euros de prémio, mais uma mensalidade de 7.500 euros", até a sua marca ser ultrapassada. No entanto, outros recordistas, com o nome já inscrito no Guinness, garantiram ao Correio da Manhã que este tipo de recompensa monetária não existe.

António Varino partiu para esta prova sem a garantia de ter acompanhamento médico constante e ter-se-á "esquecido" de pedir autorização à Câmara Municipal da Batalha para utilizar o espaço que transformou em "bidómetro".

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