Motorista da Bolt agride violentamente duas jovens em Lisboa
Plataforma eletrónica de transporte expulsou o motorista acusado de agressões.
Duas jovens afirmam ter sido vítimas de agressões por parte de um motorista da plataforma eletrónica de transporte de passageiros Bolt (antiga Taxify). As agressões ocorreram no dia 4 de abril, na Avenida da República, em Lisboa.
Uma das jovens, Tânia, relatou a agressão no Facebook. Tinham acabado de jantar quando a amiga pediu um carro através da aplicação Bolt. O plano era passar pelo Cais Sodré, onde sairia uma das amigas, e seguir até à Amadora. À entrada no automóvel, avisaram que seria feita uma paragem no Cais Sodré e que o itinerário seria modificado na aplicação.
Porém, o motorista mostrou resistência, lê-se no testemunho. "O motorista foi arrancando com o carro devagarinho e começou a argumentar connosco explicando que a Taxify/Bolt não lhe paga que ele parasse no Cais do Sodré, inicialmente os ânimos estavam tranquilos e ainda chegámos a brincar os três, até que lhe tentámos nós explicar que seria de facto importante para nós perceber se o senhor pararia no Cais do Sodré ou não pois eu tinha um barco para apanhar no prazo de 15 minutos e caso não fosse possível para este senhor, a viagem seria cancelada e pediríamos outro carro."
"Vocês não me entendem porque a Taxify/Bolt não me paga", afirmava o motorista. Tânia terá avisado que ia cancelar a viagem. De seguida o motorista exigiu que as duas passageiras saíssem da viatura, o que recusaram.
À recusa, seguiram-se as agressões: "O sujeito saiu porta fora do carro e veio em direção à minha porta, agarrou-me e tentou arrancar-me a força de dentro do carro. Rasgou-me todo o meu casaco e mandou-me para o chão no meio da estrada. À Ksenia que ainda se encontrava dentro do carro ele deu-lhe uma palmada/soco na cara deixando-a a cara em sangue, rebentando-lhe o nariz e um pouco do lábio superior. Assim que eu caí no chão ele entrou para dentro do carro junto da Ksenia e começou a puxá-la, puxando até pelos cabelos. Gritei, pedi ajuda, tentei ajudar a Ksenia e tudo o que eu vi foi aquele sujeito em cima dela como se fosse um louco obrigando-a a sair de dentro do carro para que ele fugisse", escreveu Tânia.
Segundo a publicação no Facebook, foi apresentada uma queixa contra o motorista. A Bolt afirma colaborar com a investigação policial às agressões a passageiras.
"A empresa está em contacto com a cliente e está a tentar contactar o motorista, sendo que este está bloqueado até obtermos novas informações. Até lá, a Bolt está 100% disponível para participar na investigação policial", disseram em resposta à SÁBADO.
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