Julgamento de ex-dirigente do Chega por recurso à prostituição de menores será à porta fechada

Nuno Pardal Ribeiro não esteve presente na primeira sessão, alegando questões médicas, e a juíza responsável pelo julgamento determinou a exclusão de publicidade.

26 de janeiro de 2026 às 14:59
Nuno Pardal Ribeiro Foto: Direitos Reservados
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O julgamento do antigo dirigente do Chega Nuno Pardal Ribeiro, acusado de crimes de recurso à prostituição de menores, começou esta segunda-feira, sem a sua presença, e o tribunal determinou que as sessões vão decorrer à porta fechada.

Nuno Pardal Ribeiro não esteve presente na primeira sessão, alegando questões médicas, e a juíza responsável pelo julgamento determinou a exclusão de publicidade, não sendo possível assistência em nenhuma das sessões.

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Esta primeira sessão teve apenas a presença do segundo arguido neste processo, acusado de um crime de recurso à prostituição de menores, e que não quis prestar declarações, segunda avançou à Lusa fonte próxima do processo.

A próxima sessão ficou agendada para o dia 2 de fevereiro.

Nuno Pardal Ribeiro está acusado de dois crimes de recurso à prostituição de menores e, de acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público pretende que Nuno Pardal Ribeiro seja proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam contacto com menores.

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Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação destinada a encontros, tendo combinado encontrar-se com o menor que é agora assistente no processo.

Para o Ministério Público, "o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos de idade" e, mesmo assim, praticou atos sexuais a troco de dinheiro.

Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro pagou 20 euros ao menor, tendo combinado um segundo encontro que não chegou a acontecer. "O arguido agiu sempre de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei", lê-se na acusação.

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Depois da acusação do Ministério Público, que foi noticiada pelo Expresso, Nuno Pardal Ribeiro apresentou, em fevereiro de 2025, a sua demissão da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

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