Adiado julgamento dos portugueses ligados ao Daesh
Defesa de Rómulo Costa considera acusação do Ministério Público "fraca".
O julgamento dos oito portugueses suspeitos de pertencerem à organização terrorista Daesh foi adiado para o próximo dia 15 de setembro, após ter sido esta terça-feira adiado.
O Correio da Manhã sabe que o motivo para o julgamento ser adiado prende-se com o facto de ainda estar a decorrer o prazo de contestação da acusação.
No Tribunal Criminal de Lisboa esteve Rómulo Costa, o único português que se encontra, desde junho de 2019, preso em Portugal e que manifestou vontade de falar em tribunal. À saída, Lopes Guerreiro, advogado de Rómulo Costa, acrescentou que o arguido falou com os irmãos Celso e Edgar pela última vez em 2016, reforçando ainda que a prova do Ministério Público contra o seu cliente era "fraca".
Também CassimoTuré, que vive no Reino Unido, marcou presença no tribunal.
A advogada oficiosa dos seis arguidos que não se encontram em tribunal não marcou presença nem avisou da sua ausência ao TCL, levando ao atraso do julgamento.
Esta terça-feira, o tribunal declarou seis arguidos - Nero, Fábio, Sandro, Celso, Edgar e Sadju - contumazes, para que contra eles seja emitido um mandado de detenção internacional. À exceção de Nero Saraiva, que estará detido na Síria, os restantes são dados como mortos pelas autoridades portuguesas.
Recorde-se que Rómulo Costa terá ajudado dois dos irmãos a chegar à Turquia para posteriormente se juntarem ao Daesh, está preso preventivamente na cadeia de Monsanto. Em causa estão os crimes de recrutamento, adesão e apoio à organização terrorista Daesh e financiamento ao terrorismo. O CM sabe que Rómulo Costa quer diretor da PJ como testemunha.
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