Justiça deu luz verde para 63 demolições
Ministro do Ambiente diz que ações judiciais deram razão ao Estado e que casas ilegais vão mesmo abaixo.
O ministro do Ambiente viajou para o Algarve para participar no festival de observação de aves, em Sagres, e até ajudou na libertação de duas águias. Mas a visita do governante ficou marcada por um protesto de mais de 150 moradores das ilhas-barreira, que lutam contra a demolição de casas na ria Formosa. Das 81 demolições previstas, o ministro garante que 63 são para ir abaixo em breve após "decisões judiciais a favor do Estado".
João Matos Fernandes aceitou falar com os moradores a quem mostrou disponibilidade para avaliar um ajustamento no número de casas a demolir. "Prometeu que iria ser feita uma avaliação na linha dos 40 metros de risco que foi estabelecida porque o pior está na parte do mar a não na ria", referiu Vanessa Morgado, da associação de moradores do Farol. O ministro garantiu que vão ser salvaguardadas as primeiras habitações e as casas ligadas à atividade piscatória, destacando que a prioridade é "acabar com as ilegalidades existentes".
Os moradores não estão satisfeitos com a forma de atuação da Sociedade Polis e querem os mesmos direitos que estão a ser atribuídos a outros núcleos piscatórios. E lamentam que sejam "só as casas das pessoas pobres que vão ser demolidas", ficando outras casas ilegais de pé, dando a entender que os proprietários têm algum poder.
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