Lança fogo a café para incriminar casal
Suspeito estava revoltado com queixa às autoridades.
Os juízes do Tribunal da Relação de Guimarães recusaram passar para prisão domiciliária um homem de 30 anos suspeito de ter ateado fogo ao café que explorava, em Chaves.
O acórdão - que mantém o arguido em prisão preventiva - revela que o suspeito incendiou o estabelecimento comercial para se vingar e tentar incriminar uma vizinha e o seu companheiro. Em causa estava o facto de o casal ter apresentado, algum tempo antes, uma queixa contra si por danos e agressão.
Segundo o mesmo documento, o arguido pagava uma renda mensal de 300 euros para explorar o café. A 14 de janeiro deste ano, terá usado pelo menos cinco litros de gasolina para regar o chão do estabelecimento, a porta de entrada e as grelhas de escoamento. De seguida, pegou num isqueiro e ateou o fogo, que causou vários danos.
A Polícia Judiciária de Vila Real percebeu desde o primeiro momento que o incêndio tinha mão criminosa. Em pouco tempo, chegou ao suspeito. O homem confessou depois que foi ele que ateou o fogo. Para além disso, tinha a barba, o cabelo, as pestanas e as sobrancelhas chamuscadas - ficou assim após ter provocado a ignição.
O arguido pediu recentemente para ficar a aguardar julgamento em casa, o que foi recusado pela Justiça. Os magistrados consideraram que o suspeito poderia ter, por exemplo, acesso à internet e tentar condicionar os depoimentos das testemunhas que vão ser ouvidas em tribunal.
PORMENORES
Caçado pela Judiciária
O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária de Vila Real a 21 de fevereiro, cinco semanas após o crime. Logo na altura foi apontado um "motivo fútil" para a origem do incêndio, que só não ganhou maior dimensão devido à intervenção dos bombeiros.
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