Lançam fogo à casa de homicida em fuga
As promessas de vingança foram muitas após o violento tiroteio que ocorreu domingo, no Bairro do Cerco, do Porto. Mas ontem, às 13h00, um grupo, de cerca de dez jovens passou das palavras aos actos e incendiou o rés-do-chão do Bloco 11, onde reside Delmar, que alvejou Carlos Maia, de 27 anos, cuja morte foi ontem declarada.
Em minutos, as chamas alastraram-se e só a rápida intervenção dos bombeiros impediu uma tragédia. Um automóvel do atirador também foi atingido pelo fogo.
Os incendiários serão amigos de Carlos e moradores afirmaram à PSP terem reconhecido pelo menos dois jovens. Após a morte daquele ser declarada, a PSP reforçou a segurança no bairro por temer novos ataques violentos.
"Ouvi alguém a gritar que já estava tudo arder. Vim à janela e já só se via fumo e fogo. Se as chamas tinham chegado ao 1º andar, onde estão garrafas de gás, o bloco tinha explodido. O Delmar e a família não aparecem no bairro desde domingo. Vivemos com muito medo de novos ataques", disse Armando Pinheiro, um morador.
De imediato, vários elementos da PSP e ainda uma equipa do Corpo de Intervenção dirigiram-se ao local.
Cinco carros que pertenciam a Delmar acabaram por ser rebocados pela Polícia Municipal, de forma a evitar novos actos de vandalismo e vários polícias ficaram a vigiar outras quatro moradias que a família de Delmar possui em outros blocos do bairro.
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