Gastam milhares de primo idoso que acolheram em casa

Casal de Ponte de Lima vendeu bens da vítima com recurso a uma procuração . PJ apreendeu documentos ao casal que foi constituído arguido.

17 de abril de 2026 às 13:43
Investigação está a cargo da PJ de Braga. Foto: Direitos Reservados
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A Polícia judiciária de Braga constituiu arguido um casal de Ponte de Lima que, ao longo de meses, usou os cartões bancários de um primo idoso que acolheu em casa. O casal gastou cerca de dez mil euros das contas do familiar em despesas pessoais e em apostas de plataformas na internet. A investigação conseguiu travar a venda de imóveis do idoso, que o casal tinha efetuado com recurso a uma procuração que lhes concedia amplos poderes.

No âmbito da operação "Quebra de Confiança", a PJ fez buscas à casa do casal e apreendeu documentos e equipamentos informáticos relevantes para a investigação. Os documentos serão agora analisados pelas equipas de peritos e investigadores, para "o completo apuramento dos factos e a responsabilização criminal dos envolvidos", como refere a Polícia Judiciária em comunicado.

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Os dois arguidos, um homem e uma mulher, estão já indiciados pelas prática de crimes de furto, abuso de cartão bancário e branqueamento de capitais. O idoso, com mais de 70 anos, foi acolhido em casa dos primos, em situação de especial vulnerabilidade, devido à idade. Acabou por ser explorado. Na sequência de uma queixa no Ministério Público, a PJ deu início à investigação. "As diligências desenvolvidas pela PJ permitiram recolher fortes indícios da utilização não autorizada de cartões bancários, com o objetivo de obtenção de vantagens patrimoniais ilegítimas, causando um prejuízo à vítima superior a dez mil euros", esclarece o comunicado divulgado pela PJ.

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