Leva 17 anos de prisão por matar pai à facada

O Tribunal de Vila do Conde condenou, esta sexta-feira, a 17 anos de prisão o jovem que matou o pai à facada, em novembro de 2011.<br/><br/>

11 de janeiro de 2013 às 16:51
morte, homicídio, julgamento, prisão, condenação, vila do conde, facadas, esfaqueado Foto: Eduardo Martins
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O tribunal optou por inserir o arguido num regime especial para jovens, porque, e "apesar da extrema gravidade dos factos", teve em conta a "conduta de vida" de Miguel Cadilhe, na altura com 20 anos, o facto de ser "estudante universitário", de demonstrar "imaturidade de sentimentos" e de ter sido "motivado por um desejo de vingança" apenas direcionado para o pai, "não sendo um perigo para a sociedade".

Neste regime, a pena de prisão para homicídio qualificado é menor, uma vez que vai dos dois aos 16 anos de prisão, sendo que num regime normal a pena iria dos 12 aos 25 anos.

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Miguel Cadilhe foi assim condenado a 16 anos de prisão por homicídio qualificado, acrescidos de dois anos e dois meses por crime de incêndio e mais seis meses por crime de profanação de cadáver, num cúmulo jurídico de 17 anos de prisão efetiva.

O acórdão, lido esta tarde, salienta, no entanto que ao matar o pai com 28 facadas, o jovem, de 21 anos, e apesar de ter sido abandonado pelo progenitor, cometeu um ato "repugnante" e "nunca hesitou do seu propósito criminoso, apesar dos pedidos de socorro da vítima".

O tribunal concluiu ainda que Miguel Cadilhe "premeditou e planeou" matar o pai, não tendo ficado provado que o fez por este lhe ter cortado a mesada.

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O crime ocorreu a 09 de novembro de 2011, altura em que Manuel Cadilhe, conhecido por ser campeão de poker, foi encontrado morto no interior da sua habitação, com 28 facadas no corpo e na cabeça e amordaçado com um lençol.

A cama estava queimada, assim como parte da habitação onde foi encontrado o corpo, porque o arguido tentou "ocultar provas", como referiu o acórdão.

O advogado de defesa anunciou, entretanto, que vai recorrer da sentença, porque considera que Miguel Cadilhe deveria ter sido condenado apenas por homicídio simples.

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Eduardo Teófilo sustenta que "não houve premeditação" e que o facto de ter ingerido álcool antes do crime "influenciou" o comportamento do jovem.

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