Levaram os colares

Alexandre Pinto, de 65 anos, estava a achar suspeito os movimentos de dois homens que ao início da madrugada de ontem andavam para cima e para baixo na rua da ourivesaria do filho. Horas depois, às 05h15, os dois homens, entre os 25 e os 30 anos, assaltaram a Ourivesaria Ramos, na Rua de Sá, em Sandim, Gaia, e levaram três colares de ouro no valor de cinco mil euros.

02 de abril de 2005 às 00:00
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Alexandre, que mora por cima da loja, ainda os tentou dissuadir com um tiro de caçadeira. Já foi tarde.

Enquanto os vizinhos paravam para comentar o infortúnio, o dono da ourivesaria, José Pinto, de 35 anos, lamentou: “Estou extremamente revoltado. É uma vida de trabalho que se vai pelo cano abaixo ”, disse ao CM.

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Mas José reconhece que sem a ajuda do tiro dissuasor que o pai disparou para o ar podia ter sido bem pior. “Se não fosse ele podiam ter levado tudo”, afirmou.

Por enquanto o proprietário deposita todas as esperanças no trabalho da polícia porque não tinha nada no seguro. “É tudo prejuízo”, disse.

SUSPEITAS DÃO EM ASSALTO

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Alexandre Pinto tem dificuldades em dormir e, por isso, estava à janela de casa à 01h30. Alertado pelo latir do cão apercebeu-se dos movimentos suspeitos de dois homens que circulavam num Fiat Uno cinzento.

Às 03h00, ouviu um estrondo na porta da ourivesaria e veio até à rua, mas não viu ninguém e voltou de novo para casa. “Devem ter sido eles a tentar arrombar a protecção de metal da montra”, disse.

Duas horas depois, o barulho foi maior e da montra ‘voaram’ três colares. “Ainda os apanhei com as mãos nos colares. Disparei para o ar, e eles com medo fugiram”, relembrou Alexandre.

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A GNR está a fazer diligências para relacionar este assalto com outros na zona.

ASSALTOS PREOCUPAM SANDIM

Sandim, freguesia de Gaia, é um meio rural e pouco policiado. Os assaltos nos últimos tempos têm-se repetido. “Há dois meses a farmácia foi assaltada. Um dos ladrões foi alvejado pela polícia e o gang capturado”, recorda José Pinto ao CM. Esta foi a primeira vez que a ourivesaria foi assaltada, “mas já vi aí muitos indivíduos suspeitos a rondar”, diz Alexandre Pinto. Os roubos não acontecem só em estabelecimentos comerciais mas também em várias residências.

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