LISBOA COM METRO LIGEIRO

Lisboa contará dentro de quatro anos com uma rede de metro de superfície. Depois do Porto, Margem Sul e Coimbra chegou agora a vez de a capital contar com eléctricos rápidos que serão repartidos por quatro linhas.

24 de fevereiro de 2003 às 02:03
LISBOA COM METRO LIGEIRO
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Num projecto do Metro de Lisboa, Carris e autarquias da Grande Lisboa abrangidas pela rede, o traçado definitivo da linha entre a Falagueira e Santa Apolónia será hoje anunciado na Cordoaria Nacional, em Lisboa. Um outro troço considerado prioritário para o ministro das Obras Públicas, Valente de Oliveira, é a ligação entre Algés e a Falagueira.

O investimento global de 949,7 milhões de euros contempla ainda a criação de mais duas linhas. Paralelamente o CM soube que a Carris defende a introdução de melhoramentos no eléctrico rápido (Algés/Praça da Figueira) para a sua posterior introdução nesta rede. O objectivo é obter um aumento da velocidade de exploração na carreira 15 que actualmente ronda os 5 km/h.

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O Metro Ligeiro de Superfície a ser instalado na Grande Lisboa contempla a Circular Externa e Circulares Internas. A primeira que efectuará um semi-círculo à capital será repartida em duas linhas: Algés/Falagueira e Falagueira/Odivelas/Loures. Posteriormente as empresas envolvidas no projecto estudam a possiblidade de estender esta circular de Loures a Sacavém. O troço prioritário terá uma extensão de 12,6 quilómetros e contempla um investimento de 232 milhões de euros. Falagueira/Loures terá uma extensão de 12,1 quilómetros e um custo de 222,7 milhões de euros.

Em Lisboa, as Circulares Internas comprendem as linhas Falagueira/Santa Apolónia (11,5 Km) e Alcântara/Aeroporto, estando prevista a possibilidade de prolongar esta última até à Gare do Oriente (15,4 km). O custo da primeira linha é de 211,6 milhões de euros e o da segunda de 283,4.

TRANSPORTE DE SEIS EM SEIS MINUTOS

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A linha Falagueira/Santa Apolónia cujo traçado definitivo é anunciado hoje – no Dia do Transporte Urbano – terá uma frota de 17 composições que circularão em cada sentido com intervalos de tempo de seis minutos.

O troço terá o seu início na Falagueira (Amadora) junto da futura estação do Metro que será aberta no próximo ano. Em Lisboa a linha passará pela Estrada de Benfica, em direcção a Sete Rios onde terá interface com os comboios da CP e Fertagus e com a Linha Azul do Metro, na estação do Jardim Zoológico. A linha toma então a Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, com interface com o metro na Praça de Espanha. O troço prolonga-se depois pela Rua da Beneficência, Av. Conde Valbom, Av. Duque de Ávila, Saldanha (Metro Linha Amarela), Largo Leão (onde deverá ser feito um túnel).

Junto à Av. Almirante Reis, o eléctrico rápido terá interface com o metropolitano na estação de Arroios (Linha Verde), subindo a Rua Morais Soares em direcção à Praça Paiva Couceiro e Cemitério do Alto de São João. Com paragens na Av. Mouzinho da Silveira e Rua de Santa Apolónia a linha de 11,5 quilómetros (cuja diagonal atravessa Lisboa e que no total terá 30 estações) terminará junto da Estação ferroviária de Santa Apolónia, tendo ainda interface com a futura estação local da Linha Azul do Metropolitano de Lisboa.

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ELÉCTRICO LIGA SINTRA A CASCAIS

REBOLEIRA

A estação ferroviária da Reboleira (Linha de Sintra) surge como um dos interfaces principais da rede de Metro Ligeiro. Será nesta gare que os utentes da Linha de Sintra poderão optar por tomar o Metro para o centro de Lisboa, para a Linha de Cascais, para Norte em direcção a Odivelas ou Loures, ou para Sul (Miraflores e Carnaxide).

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RECONVERSÃO

A introdução do Metro Ligeiro de superfície na Grande Lisboa contempla um investimento na reconversão urbana na ordem dos 225,6 milhões de euros, valor que representa um quarto do total do orçamento. A reconversão passa por um melhoramento dos espaços pedonais nas áreas onde serão instaladas as paragens.

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