Lisboa contra plano da Carris

Supressão de oito carreiras, redução do percurso de sete e ainda o fim do serviço nocturno e aos fins-de-semana de outras duas contam-se entre as alterações à circulação – prometidas para Setembro pela Carris – que mereceram um parecer desfavorável unânime da Câmara Municipal de Lisboa e o repúdio dos presidentes das juntas de freguesia mais periféricas.

22 de julho de 2006 às 00:00
Lisboa contra plano da Carris Foto: Natália Ferraz
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Para a empresa trata-se de adaptar carreiras à evolução da rede de transportes em Lisboa, consequência do prolongamento da Linha Azul do Metro até Santa Apolónia e da Vermelha até Campolide e ao Aeroporto. Também a normalização do serviço fluvial no Cais do Sodré e no Terreiro do Paço e a reabertura do túnel do Rossio foram tidas em conta.

Mesmo assim, o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Joaquim Granadeiro, não vê razão para o autocarro 14 deixar de subir a Calçada da Ajuda. “Perde-se a ligação da freguesia à Baixa da cidade”, lamenta, insurgindo-se ainda contra “o descaso” a que a Carris votou a pretensão de fazer passar algum transporte na Rua do Cruzeiro.

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Também não será desta que a parte alta e a baixa da freguesia do Beato terão um autocarro a ligá-las. “Uma pessoa que more na Picheleira e queira vir à Junta de Freguesia tem de dar uma volta enorme”, critica Hugo Pereira, eleito local do Beato. Não foi, igualmente, contemplada qualquer ligação à Avenida Afonso III, onde funciona um centro de saúde, importante para uma população com cerca de 30 por cento de idosos.

Mantendo que o plano passa à prática em Setembro, o secretário-geral da Carris, Luís Vale, admite que “algum pormenor se altere”, no contexto do relacionamento com as demais entidades, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisboa. “Estamos a trabalhar em conjunto para dar mais qualidade aos transportes.”

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