Lisboa estuda impacto do aeroporto no Montijo
Fernando Medina marca reunião de trabalho da câmara para discutir soluções de mobilidade.
A construção de um aeroporto no Montijo complementar ao Humberto Delgado, a partir de 2019, vai ter um impacto significativo na cidade de Lisboa, obrigando a novas infraestruturas rodoviárias, ferroviárias e fluviais e, naturalmente, nos transportes públicos. "O novo aeroporto significará um impacto brutal sobre a cidade. Serão mais dezenas de milhares de pessoas por dia. Por isso é indispensável que Lisboa comporte esse impacto. Terão de ser feitos, por exemplo, estudos para que o trânsito não passe a ser um inferno para quem cá vive", disse ao CM António Prôa, vereador do PSD.
Segundo o vereador social-democrata, a autarquia está a equacionar esse problema, e o seu presidente, Fernando Medina, comprometeu-se já a marcar uma reunião de trabalho para discutir as soluções possíveis em termos de mobilidade e infraestruturas. Uma das opções em estudo, conforme anunciou o Governo, é um metro ligeiro de superfície na ponte Vasco da Gama. "Acho interessante esse modo de transporte, mas veremos o que significa em termos de espaço na ponte e a relação com o resto do trânsito", disse António Prôa.
Além do metro de superfície, há também o transporte fluvial. E nesse particular, António Prôa lança a ideia: "Está previsto apostar na travessia fluvial. Sei que não vai resolver o problema, mas parece-me uma solução interessante." E explica: "Ouvi falar, e com muito agrado meu, na hipótese de se fazer uma ligação fluvial entre o Montijo e o Parque das Nações."
"É uma solução interessante, pois podia-se aproveitar a Linha Vermelha do metro que liga ao aeroporto Humberto Delgado e, ainda, a ligação à CP na Estação do Oriente para ligação ao resto do País."
Para o vereador, tal solução permitiria criar um polo de desenvolvimento no Parque das Nações.
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