Lisboa vai ter mais de 500 ilhas ecológicas para resíduos

Novos contentores são mais higiénicos e têm maior capacidade.

07 de fevereiro de 2016 às 06:00
Foto: Vítor Mota
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A Câmara Municipal de Lisboa vai gastar 3,8 milhões de euros para adquirir mais de 500 contentores subterrâneos para resíduos urbanos, as chamadas ilhas ecológicas ou eco-ilhas. Segundo Duarte Cordeiro, vice-presidente da autarquia com o pelouro da Higiene Urbana, trata--se de criar uma rede complementar de suporte à recolha de lixo porta a porta.

As ilhas ecológicas são contentores de resíduos urbanos, recicláveis e mesmo indiferenciados, enterrados no solo. Além do ponto de vista estético (só fica à vista a boca de entrada do contentor), as principais vantagens são a higiene e a funcionalidade, pois não libertam odores e permitem uma recolha segura e cómoda. Além disso, têm mais capacidade do que os contentores ou ecopontos de lixo normais.

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Segundo o autarca, a ideia consta do Plano Municipal de Gestão de Resíduos (2015-2010) e, numa primeira fase, será implementada em 120 ou 130 locais da cidade, obedecendo a um triplo critério: zonas de maior pressão, praças e zonas comerciais densas, dando resposta à pressão do comércio.

As ilhas ecológicas existem já em várias cidades do País. Mas em Lisboa, neste momento, só há uma experiência-piloto junto ao Mosteiro dos Jerónimos. Segundo Duarte Cordeiro, o Terreiro do Paço é uma das zonas onde serão instalados os contentores subterrâneos.

Uma das novidades, segundo Duarte Cordeiro, é que nestes contentores podem ser instalados chips para monitorizar a sua capacidade, isto é, permite à empresa de recolha saber se já está cheio ou não. Além disso, permitirá no futuro disponibilizar num site a informação relativa à situação do contentor. Assim, os munícipes poderão saber qual deles está mais vazio.

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