Lontra não resiste a mergulho
O filhote do casal de lontras do Oceanário de Lisboa morreu na sexta-feira, 60 dias depois de ter nascido, quando a mãe o ensinava a mergulhar.
De acordo com João Pedro Correia, curador do Oceanário, a natureza frágil do bebé foi a responsável pelo desfecho infeliz. “Era uma cria com muitas dificuldades e, por isso, tínhamos montado uma operação de vigilância intensa. No entanto, chegou o momento da mãe a ensinar a nadar. Amália pegou no filhote e fez uma série de mergulhos sucessivos”, explica ao CM.
Um deles foi fatal. A autópsia feita ao corpo do animal revelou que a morte se deveu a afogamento, situação impossível de evitar. “Nós podíamos ter separado a cria da mãe, mas não se pode contrariar a natureza. Se não tivesse sido agora, tinha sido mais tarde. Em circunstâncias normais a cria não teria resistido mais do que dois ou três dias”, refere o especialista. Quanto a Amália, parece ter recuperado da perda e voltou à sua actividade normal, na companhia de Eusébio.
Este foi o quinto parto da lontra desde a sua chegada ao Oceanário de Lisboa, em 1997. Três das crias conseguiram sobreviver e, chegadas aos seis meses de vida, foram enviadas para zoos de outros países. Apesar de Amália já estar a ficar “velhota”, os tratadores acreditam que há ainda esperança que o casal de lontras possa voltar a receber a visita da cegonha.
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