Luxemburgo investiga casos de exploração de portugueses
Em alguns casos, os trabalhadores "são abandonados no Luxemburgo, porque os salários não são pagos".
A Inspeção do Trabalho do Luxemburgo pediu informações ao sindicato luxemburguês LCGB sobre os casos de exploração de portugueses denunciados pela organização sindical, disse à Lusa fonte daquele sindicato.
Em comunicado enviado esta terça-feira, a Inspeção do Trabalho do Luxemburgo garantiu ainda que "procede a inquérito aprofundado" em casos de irregularidades e que transmite à Procuradoria as situações "em que são constatadas infrações penais".
A reação da Inspeção do Trabalho surge na sequência da denúncia pelo sindicato LCGB de casos de exploração de portugueses recrutados por empresas de construção em Portugal para trabalhar no Luxemburgo, que a Lusa noticiou a 07 de março.
Na altura, o dirigente sindical Paul de Araújo, do LCGB, garantiu à Lusa que há casos de portugueses a trabalhar sete dias por semana e com salários muito abaixo do mínimo luxemburguês, uma situação que viola a diretiva europeia sobre o destacamento de trabalhadores.
Em alguns casos, os trabalhadores "são abandonados no Luxemburgo, porque os salários não são pagos, e as pessoas ficam sem dinheiro nem meios financeiros para ficar ou voltar", disse o sindicalista.
Na nota enviada esta terça-feira, a Inspeção do Trabalho sublinha que a exploração de trabalhadores em regime de destacamento não se limita "aos portugueses" nem é um fenómeno exclusivo do Luxemburgo, defendendo a colaboração com as congéneres europeias para evitar que empresas estrangeiras tentem "encontrar novas astúcias para evitarem conformar-se com o direito do trabalho em vigor".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt