Mãe adotiva de Fábio escreveu carta a denunciar a IURD

Márcia Panceiro revela esquema para enganar Justiça portuguesa na adoção de três irmãos.

04 de janeiro de 2018 às 15:19
Dependência de droga de Fábio exposta em vídeo da IURD Foto: Direitos Reservados
Dependência de droga de Fábio exposta em vídeo da IURD Foto: Direitos Reservados
Dependência de droga de Fábio exposta em vídeo da IURD Foto: Direitos Reservados
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Dependência de droga de Fábio exposta em vídeo da IURD Foto: Direitos Reservados

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A TVI avança que o documento manuscrito, de 15 páginas, revela como o casal recebeu Fábio, um dos três irmãos adotados formalmente por Alice Katz, secretária de Édir Macedo, nos anos 1990.

"Fábio Miguel Tavares, foi-me entregue no Brasil no dia 8 de abril de 1997 para ser meu filho", lê-se na missiva. Na carta, Márcia, diz que Alice, a mulher que adotou formalmente os três irmãos costumava juntar os três irmãos para os ensinar a mentir ao tribunal português. Isto porque a lei dizia que os três não podiam ser separados - o que não acontecia, pois Fábio vivia no Brasil e os irmãos mais velhos, Luís e Vera, ficaram aos cuidados de Edir Macedo, líder máximo da IURD e da sua mulher, Viviane. Os três foram adotados em Portugal, alegadamente de forma ilegal.

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A TVI avança que o documento manuscrito, de 15 páginas, revela como o casal recebeu Fábio, um dos três irmãos adotados formalmente por Alice Katz, secretária de Édir Macedo, nos anos 1990.

Bispo conta a sua versão da história de Fábio em entrevista de 2014

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Numa entrevista publicada no site da Igreja Universal do Reino de Deus, Romualdo contou a sua versão sobre a adoção de Fábio, um ano antes de este morrer de overdose nos Estados Unidos, em 2015, quando tinha 19 anos.

"Nós adotámos o Fábio em 1998, quando ele tinha 2 anos. Ele era português e quando tinha 6 anos, a Justiça de lá determinou que ele deveria voltar para a antiga responsável por ele [numa referencia a Alice Katz]. Eu estava em São Paulo quando isso aconteceu.

A Márcia ia visitá-lo em Los Angeles, onde ele morava, mas não tínhamos condições de continuar nessa rotina. A mãe que pegou a guarda dele dos 6 até 19 anos trabalhou a cabeça dele contra a gente, dizendo que nós é que não queríamos ficar com ele. Ela mudou de casa e perdemos o contato com ele. Quando ele completou 18 anos, essa mãe o colocou na rua.

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Foi quando ele conheceu a droga e passou a dormir na rua. Em 2013, fomos transferidos para Los Angeles e, em dezembro passado, ele achou a Márcia no Facebook. Ele pediu ajuda. Nós o trouxemos para cá (Los Angeles), mas mesmo aqui connosco ele teve uma overdose. Não foi fácil, já que, depois de 13 anos, o filho que havia sido entregue no Altar de Deus volta para a gente cheio de problemas. Nós oramos por ele intensamente, até que, recentemente, eu fui inaugurar uma igreja em Boston e ele foi comigo. Nesse dia, ele chorou por 40 minutos, como nunca havia feito antes. Então, decidiu mudar. Ele disse para mim: "Pai, eu quero me batizar." Hoje, ele já é outra pessoa, assiste aos cultos todos os dias e está cada vez mais envolvido com as coisas de Deus".

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