Mãe de Rui Pedro não aguenta pressão

Filomena Teixeira voltou a ter nova recaída do seu estado psicológico. A mãe de Rui Pedro, o menino que desapareceu de Lousada com onze anos, teve inclusive de receber tratamento hospitalar, apurou o CM, e voltou a refugiar-se em casa, onde todos os dias chora pelo filho, desaparecido há treze anos. O estado de Filomena está a deixar a família bastante preocupada, que diz não saber mais o que fazer para a ajudar.

15 de março de 2011 às 00:30
RUI PEDRO, FILOMENA TEIXEIRA, AFONSO DIAS, LOUSADA Foto: Joana Neves Correia
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"Ela andava melhor, mas há uns dias voltou a ter uma nova recaída. Está muito frágil e debilitada e tem passado os dias fechada em casa. Tem sido muito difícil para toda a família", explicou ao CM Manuel Mendonça, pai de Rui Pedro.

A conclusão da investigação, na qual Afonso Dias foi acusado por por rapto qualificado, há mais de duas semanas, abalou bastante Filomena. A mulher parecia, no entanto, estar a dar a volta por cima, tendo até saído de casa para visitar a mãe no hospital. Mas os sucessivos telefonemas com pistas falsas que a família recebeu nos últimos dias e a pressão que o aproximar de um possível julgamento lhe traz fizeram renascer fantasmas que há muito estavam enterrados.

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"Reviver de novo toda a história e começar outra vez a receber pistas falsas afecta-nos muito. A minha mulher também tem estado muito mais ansiosa, já está a antecipar o julgamento, só quer que o Afonso revele onde está o Pedro", explicou o pai do menor, que tenta concentrar-se no trabalho para esquecer a angústia de não saber do filho.

A agravar a situação, a família de Rui Pedro continua sem apoio psicológico. Filomena tem consultas semanais no Hospital Magalhães Lemos, mas nunca recebeu outra ajuda. "Nunca quiseram saber, não nos ofereceram ajuda. Juntos tentamos superar este sofrimento, mas é muito difícil."

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