Mãe de Vítor de Sousa assaltada
A mãe do actor Vítor de Sousa foi, esta quinta-feira, vítima de um assalto no supermercado perto de sua casa em Benfica, Lisboa. Claudina de Sousa, 80 anos, ficou sem cartão de crédito, caderneta da CGD e 150 euros "que tinha acabado de levantar para pagar as compras", conta ao CM Vítor de Sousa. "Felizmente foi um assalto sem violência", relata o artista, emocionado.
"A minha mãe preparava-se para pagar as compras no supermercado quando reparou que já não tinha a carteira e que o saco onde a transportava tinha sido cortado. Ela tem uma doença degenerativa do foro neurológico e ficou muito incomodada", refere o actor, esclarecendo que a sua progenitora já estava ontem "mais calma".
Segundo Vítor de Sousa, Claudina "já foi assaltada mais do que uma vez", uma delas com bastante violência. Desconhece-se a identidade dos assaltantes, mas o actor suspeita "de duas raparigas". "Mas só depois dos investigadores verem as câmaras de videovigilância é que se terá a certeza", refere.
Vítor de Sousa garante que a queixa foi de imediato apresentada às autoridades, até porque ontem à tarde, ao contactar o banco, teve conhecimento de que "logo no dia do assalto foram efectuadas compras no valor de dois mil euros com o cartão". O actor confia que esse valor será devolvido à mãe, tal como já aconteceu num outro assalto. "Há dois anos a minha mãe caiu no conto do vigário. Um tipo disse-lhe que era meu amigo e burlou-a em 200 euros. O caso resolveu-se recentemente e a minha mãe foi ressarcida", conta.
Claudina terá sido uma das últimas vítimas de um gang de imigrantes especialista em assaltos, por carteirismo, a idosos.
VÍTOR DE SOUSA, ACTOR: "SE EU TIVESSE UMA ARMA DISPARAVA"
Correio da Manhã – Preocupa-o a frequência com que este tipo de roubos ocorre?
Vítor de Sousa – Claramente. Incomoda-me muito como isto acontece no meu país. E, claro, os idosos e as crianças são os alvos mais fáceis.
– Neste caso não houve violência física?
– Exactamente. Vão-se os anéis, fiquem os dedos. A minha mãe já foi assaltada diversas vezes e uma delas por esticão e aí ficou bastante mais perturbada e, claro, magoada.
– Acha que a lei é pouco severa nestes casos?
– Sim, mas eu sou muito extremista. Devia haver castigos exemplares. Se tivessem de ficar sem um dedo talvez não repetissem a proeza.
– O assalto perturbou-o?
– Muito. A minha única arma é o corta unhas, mas, no dia do furto, se tivesse uma arma disparava. A impotência perante estas crueldades é muito grande.
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