Mãe e ex-mulher de líder neonazi arguidas na operação 'Irmandade'
Progenitora de Mário Machado, de 78 anos, e a antiga companheira, estão entre os 15 arguidos.
A mãe de Mário Machado, de 78 anos, assim como a ex-mulher do militante de extrema-direita e líder do movimento neonazi 'Grupo 1143' estão entre os 15 arguidos da operação 'Irmandade', levada para o terreno, em todo o país, durante o dia de terça-feira.
O CM sabe que as duas mulheres foram, durante o dia de ontem, chamadas ao edifício da Polícia Judiciária, em Lisboa, onde assinaram os respetivos Termos de Identidade e Residência, que define os direitos e deveres dos arguidos em processos judiciais.
Mário Machado, recorde-se, é arguido num processo de ameaças e coação à militante de esquerda Renata Cambra, através de um post nas redes sociais, que lhe valeu os dois anos e 10 meses de prisão que cumpre desde maio de 2025, na cadeia de Alcoentre.
Ao que o nosso jornal apurou, na próxima sexta-feira, é lido no Campus de Justiça, em Lisboa, o cúmulo jurídico deste caso e de uma outra condenação a três anos, de pena suspensa, numa comarca do Algarve. Está em causa neste último processo outro crime de ódio cometido através de um 'tweet' publicado em 2019, na conta do antigo movimento de Mário Machado, chamado Nova Ordem Social. No texto, o militante neonazi apelava à caça de um homem negro, suspeito de ter morto a tiro um jovem nas imediações de uma discoteca de Albufeira.
O cúmulo decidido será passível de recurso. No entanto, a liberdade condicional que Mário Machado já antevia próxima, no âmbito da pena que cumpre, poderá ser adiada se o juiz de instrução do processo 'Irmandade' lhe aplicar a medida de coação de prisão preventiva, para garantir que o inquérito decorra com tranquilidade.
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