Mãe e filha mortas na Trofa: PJ investiga quem morreu primeiro

Adelaide, de 80 anos, estava morta na entrada da sala e Ângela, de 60, na cama. Não há indícios de crime.

20 de junho de 2026 às 01:30
Casa onde as duas mulheres foram encontradas mortas Foto: Marcos Brea
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Adelaide Sousa, de 80 anos, e a filha Ângela Pinho, de 60, viviam sozinhas e praticamente isoladas do mundo. Nos últimos anos, o estado de saúde de Adelaide degradou-se e Ângela terá deixado de trabalhar numa escola para se dedicar a cuidar da mãe. Mãe e filha foram encontradas mortas no interior da casa em que viviam há dezenas de anos, no centro da Trofa. Os corpos das duas mulheres estavam em avançado estado de decomposição. O de Adelaide estava no hall de entrada da casa, junto à porta da sala; o da filha estava na cama.

O alerta foi dado pelos vizinhos que não viam as duas desde, pelo menos, outubro do ano passado. Estão todos em choque. "Eu nem estou em condições de nada. Nunca na vida vi semelhante coisa. Nunca imaginei viver tanto tempo com duas pessoas mortas na casa ao lado da minha", descreveu Maria das Dores, vizinha do lado das vítimas. Para já não se sabe quem morreu primeiro - muito menos em que circunstâncias, apesar de não haver indícios de crime. Ângela poderá ter morrido primeiro e deixou a mãe, debilitada, sucumbir até morrer. Mas Adelaide também poderá ter sido a primeira a falecer e a filha, que teria "perturbações mentais", pode não ter participado a situação e acabou por perder a vida, entretanto. Não se sabe, por isso, a altura exata de cada uma das mortes. A autópsia será essencial para esclarecer todas estas dúvidas. 

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