Mãe quer filho de volta
Ana Oliveira, 45 anos, mãe biológica de um menino de sete anos, adoptado há três, vai tentar recuperar o filho, explorando uma situação de erro do sistema. Se conseguir reaver a criança, será o primeiro caso no País em que é anulado o processo de adopção.
Segundo apurou o CM, a estratégia de Ana Oliveira, economista, passa por demonstrar que houve um erro no sistema que contribuiu para que não ficasse com o filho, J. H., hoje a viver com a família adoptiva, em Vila Verde, Braga.
O filho foi-lhe retirado aos dez meses de vida e entregue a uma instituição, numa altura em Ana Oliveira – que engravidou ao 38 anos – estava a cuidar da mãe, com a doença de Alzheimer. A doente saía sozinha e provocava conflitos. A PSP foi chamada e a Segurança Social tirou-lhe a criança, entregando-a a uma instituição, onde viveu três anos. Foi depois adoptada por uma educadora de infância.
Segundo a advogada que a representa, Isilda Pegado, Ana Oliveira "fez tudo para ficar com o filho" desde que ele esteve institucionalizado, e não deu autorização da adopção. "Ia visitá-lo", afirma Isilda Pegado.
A criança é fruto de uma relação de dois anos com um surfista dinamarquês. Celso Manata, do Tribunal de Menores de Lisboa, diz que a anulação da adopção é difícil, mas possível.
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