Máfia da extorsão escapa à cadeia

Juíza critica investigação. Dos 55 acusados, só 11 foram julgados.

12 de fevereiro de 2020 às 08:28
Tribunal São João Novo, no Porto Foto: Rafaela Cadilhe
Tribunal São João Novo, no Porto Foto: Ricardo Jr
Tribunal São João Novo

1/3

Partilhar

Eram 55 acusados, mas apenas 11 foram julgados. Esta terça-feira, seis acabaram condenados no Tribunal de São João Novo, no Porto, por dezenas de extorsões, a penas suspensas entre um ano e seis meses e quatro anos e seis meses de prisão. Os outros cinco saíram sem castigos porque os crimes imputados já prescreveram.

Os elementos do grupo tinham um esquema violento em que começavam por dizer que pertenciam a uma empresa de afiação de ferramentas - só que o objetivo passava por arrecadar dinheiro sem realizar o trabalho, através de ameaças.

Pub

A juíza criticou a investigação do caso, já que em Portugal o grupo atuou entre 2002 e 2013, mas só no ano passado é que o processo chegou ao tribunal, dificultando a confirmação de vários factos em audiência.

No seu conjunto, os seis arguidos foram condenados por um total de 32 crimes de extorsão consumados simples e por dois de extorsão tentada e absolvidos de outros crimes que vinham acusados, nomeadamente associação criminosa. Dos 55 arguidos, apenas 11 estavam no banco dos réus (três deles em preventiva, agora libertados), já que 44 nunca compareceram e desconhece-se os seus paradeiros.

Pub

O gang era composto na maioria por espanhóis. Segundo o Ministério Publico, os alvos passavam por empresas, públicas e privadas, ligadas às mais diversas áreas, incluindo hospitais ou, em 2009, a Herdade do Esporão, propriedade de José Roquette, ex-presidente do Sporting , de onde o grupo sacou cerca de 24 mil euros.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar