Maioria aceita doar órgãos
Dois em cada três portugueses dizem-se disponíveis para doar órgãos após a morte, revela um inquérito divulgado ontem em Bruxelas pela Comissão Europeia, que deseja encurtar o fosso entre a vontade e a doação efectiva.
O Eurobarómetro revela que a maioria dos europeus (56 por cento) se diz disponível para doar órgãos após a morte, mas apenas 12 por cento possui um cartão de dador, tendo o comissário europeu da Saúde, Markos Kyprianou, comentado que “apesar de a vontade ser elevada, não se traduz na prática, pois a doação efectiva não o é”.
Em Portugal, a legislação assenta no conceito da doação presumida, ou seja, todos os cidadãos têm o estatuto de dador e quem não quiser sê-lo tem de se declarar “não dador” junto do Registo Nacional de Não Dadores. O inquérito revela que Portugal é o nono Estado-membro entre 25 onde existe uma maior receptividade à ideia de doar órgãos após a morte (66 por cento), acima da média comunitária, que é de 56 por cento.
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