Fogo que atingiu Parque do Gerês entrou em resolução

Durante a manhã, devido ao nevoeiro, não foi possível o empenhamento dos meios aéreos, que só começaram a atuar pelas 12h00.

Atualizado a 07 de julho de 2026 às 21:45
Mais de 100 operacionais combate fogo no Gerês que cede aos meios Foto: CMTV
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O incêndio que atingiu área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Xertelo, Montalegre, entrou em resolução às 20h45, mantendo-se no local 88 bombeiros e 24 viaturas, segundo a Proteção Civil.

O incêndio que lavrou em Xertelo, Montalegre, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, teve origem em três locais distintos e chegou a ser combatido por 104 operacionais e nove meios aéreos e está a ceder aos meios.

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"Neste momento, o incêndio está a ceder aos meios", afirmou à agência Lusa o comandante dos bombeiros de Salto, Hernâni Carvalho, num ponto de situação feito pelas 18h30.

O fogo que, segundo o responsável, começou pelas 21h00 de segunda-feira e teve origem em três locais distintos, lavra numa zona predominantemente de mato, mas em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, em área do distrito de Vila Real.

Hernâni Carvalho apontou para cerca de "200 hectares já afetados", numa área sensível, de reserva da biosfera.

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"Há espécies únicas no parque e temos identificadas algumas manchas, de espécies mais diferenciadas, que temos conseguido proteger, mas é sempre de lamentar. É um prejuízo ambiental grande para o parque nacional", salientou

Questionado sobre a origem do fogo, o comandante respondeu: "A investigação da causa dos incêndios compete à GNR, mas a mim não me sobram dúvidas de que há mão humana por trás disto, porque àquela hora não há outra explicação que não a intenção deliberada de alguém provocar o incêndio, até porque ele começou em três locais distintos".

O responsável descreveu este fogo como um "incêndio complexo, que decorre a mais de mil metros de altitude", numa zona de "orografia muito complicada e muito difícil para a progressão das equipas".

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"E só a conjugação de esforços entre o apoio aéreo e as equipas terrestres tem permitido que tenhamos a esta hora boas perspetivas de conseguir solucionar o problema", afirmou, salientando que os trabalhos são demorados e de grande exigência física para os operacionais.

Mas, acrescentou, "finalmente começa a evoluir de forma muito favorável", explicando que se trata de "um incêndio claramente topográfico" e que os "operacionais têm demonstrado um grande empenhamento".

No terreno, as temperadas são elevadas e, durante o dia, verificaram-se alguns períodos de "vento mais intenso".

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"É sempre um quadro complexo aliando a orografia à meteorologia", frisou.

De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 18:50, estavam mobilizados para o combate a este fogo 104 operacionais, 24 viaturas e nove meios aéreos.

Os meios aéreos não atuam em simultâneo e, segundo explicou o comandante, tenta-se fazer um planeamento para que eles rodem no teatro de operações e consigam apoiar os trabalhos em curso.

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Durante a manhã, devido ao nevoeiro, não foi possível o empenhamento dos meios aéreos, que só começaram a atuar pelas 12h00.

Vila Real é um dos distritos abrangidos pela situação de alerta, prolongada até quinta-feira, devido à manutenção da onda de calor e às previsões meteorológicas ainda de grande adversidade.

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