Mais de 3.200 operacionais combatem fogos de maior dimensão no País

Fogos provocaram um morto e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação.

17 de agosto de 2025 às 16:41
Incêndio Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa
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As nove ocorrências que motivam este domingo à tarde maior preocupação no combate aos fogos estão a mobilizar 3.226 operacionais, 1.100 veículos e 13 meios aéreos, informou a Proteção Civil nacional num balanço às 14:00.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou no ponto de situação dos incêndios em Portugal continental que até às 12:30 deste domingo foram registadas 28 ocorrências, das quais 22 tiveram início no período noturno, ou seja, entre as 00:00 e as 08:00.

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"Neste momento, em todo o país, temos nove ocorrências que apresentam mais preocupação", indicou, enumerando: Trancoso (serra da Estrela), Vila Boa (Sátão), Piódão (Arganil), Candal (Lousã), Pêra do Moço (Guarda), Poiares (Freixo de Espada à Cinta), Aldeia de Santo António (Sabugal), Sortelha (Sabugal) e Vilarinho (Tarouca). Segundo o Comando Regional do Centro, os incêndios de Sátão e Trancoso uniram-se no terreno, mas a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) continua a indicar os dados de forma separada.

Segundo Mário Silvestre, "em operações em fase de resolução, conclusão e vigilância há 28 ocorrências, que estão a empenhar 703 operacionais, 216 veículos e 12 meios aéreos" no total.

Neste ponto de situação, realizado na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras, distrito de Lisboa), Mário Silvestre deixou ainda o apelo à população para ter cautela no estacionamento de veículos em zonas de incêndio, já que podem perturbar a circulação dos bombeiros.

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Questionado sobre alguns relatos de problemas no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o comandante sinalizou que houve "alguns reportes de falhas pontuais da comunicação", mas sublinhando que "à data de hoje não há reporte de anomalia na rede SIRESP".

Uma das situações mais complicadas no combate aos fogos é o incêndio que lavra desde sexta-feira no concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, que tem uma frente com cerca de 10 quilómetros.

Já o incêndio que lavra há cinco dias em Arganil mantém uma frente ativa na zona entre as localidades de Porto Castanheiro e Relvas, decorrendo trabalhos para a conter, disse este domingo o presidente do município.

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Por outro lado, o fogo de Sátão e Trancoso está quase estabilizado, mas com uma frente em Vila Nova de Foz Côa, sendo que a falta de visibilidade está a impedir os aviões de atuarem neste local.

Este incêndio teve origem em dois fogos -- Sátão (distrito de Viseu) e Trancoso (distrito da Guarda) -- e na sexta-feira tornou-se um só, que se alastrou a 11 municípios dos dois distritos.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração do estado de alerta, em vigor até domingo.

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Os fogos provocaram um morto e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 16 de agosto arderam 139 mil hectares no país, 17 vezes mais do que no mesmo período de 2024. Quase metade desta área foi consumida em apenas dois dias desta semana.

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