Major Vasco Brazão prescinde de prestar declarações na instrução de Tancos

Juiz Carlos Alexandre foi informado da decisão pelo advogado Ricardo Sá Fernandes.

07 de fevereiro de 2020 às 17:30
Assalto aos paióis militares da base de Tancos ocorreu em junho de 2017 Foto: Lusa
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O major Vasco Brazão fez saber esta sexta-feira que prescindiu de prestar declarações na fase de instrução do caso Tancos, marcada para segunda-feira.

Segundo o que CM conseguiu apurar, o advogado de Brazão, Ricardo Sá Fernandes, informou o juiz Carlos Alexandre que o arguido no caso de Tancos e ex-coordenador do investigação criminal da PJ Militar decidiu não falar na fase de instrução.O ex-porta voz da PJ Militar está acusado de associação criminosa, tráfico de armas, denegação de justiça e prevaricação, entre outros crimes e foi, segundo o Ministério Público, um dos mentores da encenação para recuperar as armas furtadas nos paióis de Tancos.

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O processo de Tancos tem 23 acusados, incluindo o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, o ex-diretor da PJM Luís Vieira e o antigo fuzileiro João Paulino, este apontado como cabecilha do furto das armas. Em causa no processo estão crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O caso do furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

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