Marcus apanha pena máxima

Vinte e cinco anos de cadeia, pena máxima, para punir os homicídios de dois agentes da PSP, abatidos “com frieza e sem arrependimento”. Foi desta forma que a juíza Ana Paula Conceição sentenciou Marcus Fernandes, o luso-brasileiro de 31 anos que, a 20 de Março de 2005, matou os agentes da PSP Paulo Alves e António Abrantes, na Amadora.

06 de maio de 2006 às 00:00
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A pena é um cúmulo jurídico, já que Marcus Fernandes foi condenado a 23 anos por cada um dos homicídios, e a 14 anos pela tentativa de homicídio de Pedro Pereira, o terceiro elemento da patrulha. Terá ainda de indemnizar as famílias das vítimas e o Estado em 175 500 euros.

Segundo o colectivo de juízes, ficou provado que naquela madrugada os agentes Abrantes, Alves e Pedro Pereira pararam junto ao Chopp Bar, depois de ter avistado Marcus, a quem pediram a identificação.

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O luso-brasileiro atirou o BI para o chão. António Abrantes apanhou-o e foi atingido com um disparo na testa, feito por uma pistola Glock 9mm. O agente Alves correu em auxílio do colega e foi também atingido. Ambos foram repetidamente baleados.

Na fuga, Marcus Fernandes tentou, sem sucesso, matar o agente Pedro Pereira. “Em todos estes actos, o arguido agiu de plena consciência”, referiu a magistrada.

Reis Nogueira, advogado do arguido, considerou a pena “excessiva” e anunciou ter a intenção de recorrer.

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As famílias dos agentes mostraram-se, por sua vez, “resignadas com a pena máxima”. A viúva do agente Abrantes lamentou: “A pena não foi justa, não por culpa do Tribunal mas devido às leis portugueses”, dizendo que para si a pena justa seria a “prisão perpétua”. Já Pedro Pereira, o agente que sobreviveu, disse que “o colectivo foi exemplar”.

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