Mata a prima à facada durante discussão e entrega-se à PSP no Cacém
Mulher de 47 anos detida em Agualva-Cacém, no concelho de Sintra. Matou a prima de 43 e também ficou ferida.
Foi na cozinha de um apartamento de Agualva-Cacém, no concelho de Sintra, ao final da noite de terça-feira, que a PSP encontrou uma mulher de 43 anos assassinada com várias facadas. A autora do crime foi a prima, de 47, que aguardou pela chegada das autoridades policiais e assumiu ter morto a familiar.
O CM sabe que o alerta foi dado pelas 23h45. A primeira indicação, dada através de chamada para o número de socorro 112, foi a de que um idoso, residente no número 6 da rua Vale Mourão, em Agualva, teria sofrido morte súbita. Os bombeiros locais enviaram de imediato meios, mas à chegada à morada indicada, apurou o CM, foram avisados de que decorria uma luta, entre moradores, num apartamento do 3.º andar. A equipa subiu com cautela e constatou a presença de sangue nas escadas. A PSP foi, por isso, logo chamada.
Várias patrulhas das esquadras da zona foram rápidas a chegar. Os agentes entraram na habitação e verificaram a presença de uma mulher inanimada, no chão da cozinha. Tratava-se de Cristiana Rosa Tomo, de 43 anos. Apesar de ainda ter havido manobras de reanimação, não resultaram e o óbito foi confirmado. Junto ao corpo estava a prima. Calma, assumiu ter discutido com a familiar. As duas mulheres usaram facas no confronto físico e Cristiana foi golpeada no braços, tronco, e pescoço.
O cadáver foi levado, já pelas 05h15 de quarta-feira, para o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, onde será autopsiado. A autora do crime será presente, pela PSP, ao tribunal de Sintra.
Casa
Só as duas mulheres em casa
No momento em que entraram no 3.º andar do prédio da Rua Vale Mourão, em Agualva-Cacém, Sintra, os agentes da PSP só encontraram as duas mulheres envolvidas no confronto, que se revelou mortal. Os bombeiros foram depois chamados para, em segurança, poderem prestar apoio médico à vítima. O mesmo viria a revelar-se infrutífero, já que o óbito foi declarado.
Polícia Judiciária
Chamada a investigar
Será a PSP a apresentar a autora do homicídio a tribunal, devido ao flagrante delito efetuado. No entanto, inspetores da secção de homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa foram chamados a investigar, por se tratar de um homicídio consumado. Foi recolhido o depoimento de várias testemunhas, assim como prova pericial no cadáver e no local do homicídio.
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