Mata o pai e vê pena ser confirmada
Miguel Cadilhe tinha sido condenado na 1.ª instância a 17 anos de cadeia. Defesa alegava que o crime não foi premeditado e que jovem estava alcoolizado.
Miguel Cadilhe assassinou o pai com 28 facadas em novembro de 2011. Amordaçou-o com um lençol e ateou fogo à casa onde aquele vivia, em Vila do Conde, tendo assim tentado ocultar o cadáver. O jovem, jogador de póquer tal como o pai, foi condenado em janeiro deste ano a uma pena de 17 anos de cadeia. Recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça, que agora confirma a condenação.
A defesa do arguido pretendia a alteração da qualificação jurídica dos factos. Alegava que Miguel deveria ter sido condenado por homicídio simples e não na forma qualificada, como aconteceu na 1ª instância. No recurso, defendiam que o jovem, que se encontra na cadeia desde a altura do crime, não premeditou o homicídio de Manuel Cadilhe e que estava alcoolizado quando desferiu as facadas.
O Supremo Tribunal de Justiça considerou, no entanto, que a pena aplicada ao jovem, de 21 anos, era justa.Miguel Cadilhe beneficiou, aliás, do regime especial para jovens, que levou a uma atenuação especial da pena. O tribunal entendeu que aquele não era um perigo para a sociedade. Foi condenado por homicídio qualificado e por um crime de profanação de cadáver.
O homicida surpreendeu o pai enquanto o familiar dormia e assassinou-o. Ainda lhe tapou a boca para não ouvir os seus gritos de socorro. Depois, regou a casa com um líquido inflamável e ateou fogo, tendo o corpo de Manuel Cadilhe ficado irreconhecível. Antes de fugir, escreveu o nome do pai com sangue na parede da casa.
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