Matou a mulher com líquido tóxico

Confessou os crimes, mas disse que não queria matar.

08 de setembro de 2016 às 01:45
Penamaior, Paços de Ferreira, Tribunal de Penafiel, Bernardino Magalhães, Maria José, julgamentos Foto: Direitos Reservados
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O homem de 62 anos que, a 27 de setembro do ano passado, matou a mulher com um líquido tóxico e depois pegou fogo à habitação, em Penamaior, Paços de Ferreira, confessou esta quarta-feira o crime, no início do julgamento, no Tribunal de Penafiel. Bernardino Magalhães negou, no entanto, a intenção de matar.

"Eu estava meio avariado da cabeça", começou por dizer ao tribunal o homem, que está acusado de ter assassinado a mulher de 58 anos, num cenário de violência doméstica e depois de lhe ter pedido o divórcio e apresentado queixa na GNR.

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O crime ocorreu no ano passado. A recusa de Maria José em manter relações sexuais, aliada ao facto de ser esta quem tratava do pai dele e movimentava as contas bancárias, provocou a ira do homem, levando-o a cometer o crime. Bernardino meteu um líquido tóxico na boca da mulher e amordaçou-a de seguida. Depois, fechou-a no interior da casa, onde também se encontrava o pai deste, um homem de 81 anos e com dificuldades em se movimentar, e ateou então o fogo. "Eu gostava dela e quando lhe fiz aquilo só queria que desmaiasse", afirmou, confirmando que lhe deitou o líquido na boca, lhe bateu com a cabeça no chão e pegou fogo à casa. "Vim embora depois de pôr fogo na casa porque achei que os vizinhos os iam ajudar", declarou, acrescentando que nunca pensou em matar a mulher e o pai.

Bernardino Magalhães foi detido três dias depois do homicídio e encontra-se, desde então, em prisão preventiva.

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