McCann querem casa de Amaral

"Não me separo. Seria uma burla. A nossa família vive em comunhão total." Sofia Leal, casada há oito anos com o ex-coordenador da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral, reagiu indignada ao ser notificada, por requerimento do casal McCann, para que proceda a uma separação de bens por forma a que possa ser consumado o arresto de uma casa de campo no concelho de Olhão, no âmbito da acção cautelar de um pedido de indemnização de 1,2 milhões de euros.

08 de setembro de 2010 às 00:30
McCann querem casa de Amaral Foto: Luís Costa
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O pedido de indemnização feito pelos McCann baseia-se no conteúdo do livro ‘Maddie - A Verdade da Mentira’ (escrito por Amaral, em Julho de 2008), sobre a investigação ao desaparecimento de Maddie, filha dos McCann, na Praia da Luz (Algarve), em Maio de 2007. O casal alega que o antigo responsável pela investigação os acusa no livro de serem os responsáveis pela morte da filha e insistem na tese do rapto.

O procedimento cautelar deu entrada na 1ª Vara Cível da Comarca de Lisboa em Junho de 2009 e foi deferido. O casal McCann obteve o arresto de todos os direitos devidos ao autor do livro, metade da reforma e a "sua meação na vivenda" de campo em Olhão. Em Julho deste ano, o registo da meação em conservatória foi recusado por incidir sobre bem comum. Os McCann, pela sua advogada, solicitaram a Sofia Leal que faça uma separação de bens, como prevê a lei. Esta recusou e o tribunal acabou por consumar, em Agosto, o arresto completo. "Eu e o meu marido nunca abandonámos as nossas filhas, ou permitimos pedófilos no nosso círculo. Choca-me que um casal que se diz religioso queira destruir a nossa família", diz Sofia Leal.

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INGLESES DESCARTAM RAPTO

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido (Foreign & Commonwealth Office) não tem o desaparecimento de Madeleine McCann catalogado como crime de rapto, aceitando não haver provas que apontem para esse crime, tal como concluiu a investigação portuguesa da Polícia Judiciária, inicialmente liderada por Gonçalo Amaral, e que está espelhada no livro ‘Maddie - A Verdade da Mentira’. Em resposta a uma investigadora, que pediu informações sobre crianças inglesas desaparecidas no estrangeiro, a Direcção Consular do Foreign Office – em resposta datada de 14 de Dezembro de 2009 e à qual o CM teve acesso – alega: "Também saberá do caso Madeleine McCann. Este e o caso de Needham (desaparecido na Grécia em 1991 e caso arquivado desde 2008) estão catalogados como pessoas desaparecidas, em vez de rapto de crianças, porque não há provas que suportem que a criança foi ou não foi raptada."

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