Médico e três bombeiros julgados por morte de menina de seis anos em Montemor-o-Novo

Caso ocorrido em outubro de 2018 chega agora à barra do tribunal de Évora.

21 de janeiro de 2026 às 16:31
Criança foi assistida no Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Montemor-o-Novo Foto: Direitos Reservados
Partilhar

Um médico e três bombeiros de Montemor-o-Novo vão ser julgados pela morte de uma menina de seis anos. Estão indiciados por homicídio por negligência grosseira devido a "falhas graves no socorro, avaliação clínica e vigilância que ditaram o desfecho fatal", depois de a vítima ter sido transportada numa ambulância sem acompanhamento médico. Chegou sem vida ao hospital de Évora.

O caso ocorreu a 28 de outubro de 2018. Tal como o CM noticiou,  a menina sentiu-se mal e os bombeiros de Montemor-o-Novo foram acionados para a socorrer.  "A equipa, quando chegou com a viatura INEM mais três operacionais, encontrou a menina que não reagia a estímulos. Respirava mas estava inconsciente. Deslocámo-nos logo para o Centro de Saúde (SUB), onde foi vista por uma equipa médica", relatou na altura Luís Paixão, comandante dos Bombeiros de Montemor-o-Novo.

Pub

Os bombeiros nem tinham saído do parque de estacionamento do centro de saúde quando receberam novo pedido para levar a menina para o hospital de Évora. Uma transferência que, explicava o comandante, poderia ser feita pelos bombeiros mas "talvez com algum apoio diferenciado, que não aconteceu".

De acordo com a acusação, "não foram cumpridos diversos protocolos de referenciação da situação, existindo indícios que também os cuidados médicos e de vigilância que, subsequentemente, foram prestados não foram os adequados".

Festa acaba em tragédia

Pub

A menina estava no aniversário de uma colega, num parque de diversões na cidade, e já teria problemas de saúde anteriores, quando se sentiu mal. O MP sustenta que a acusação dependeu de "exames periciais exaustivos".

Enfermeira ilibada

O caso também foi investigado pela Inspeção Geral de Atividades em Saúde. Uma enfermeira chegou a ser arguida neste processo, mas ilibada "por se ter concluído pela falta de indícios suficientes quanto à violação de deveres de cuidado". 

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar