Quatro detidos na megaoperação da PJ em câmaras municipais por suspeitas de corrupção nas luzes de Natal

Autarquias de Lisboa, Tavira, Lamego e Maia entre os alvos.

Atualizado a 17 de março de 2026 às 12:51
PJ Foto: Sérgio Lemos
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A Polícia Judiciária do Porto deteve quatro pessoas, esta terça-feira, na sequência de uma das maiores operações de sempre visando pelo menos 10 câmaras municipais. Estão a decorrer buscas em várias autarquias e sabe o CM que a autarquia de Lisboa está entre os alvos da PJ, assim como as câmaras de Tavira, Lamego e Maia. Investigam-se crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações de Natal.

Segundo comunicado da PJ, os detidos são um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público.

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"A investigação teve a sua origem em denúncia conexa com a pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades. (...) Mediante a obtenção ilegal de informação privilegiada a troco de contrapartidas de cariz financeiro atribuídas a elementos de entidades adjudicantes, em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado, eram garantidas adjudicações à empresa visada em valores que ascendem a 8 milhões de euros", explica aquela autoridade em comunicado.

Na operação “Lúmen”, foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.  O processo está a ser acompanhado por magistrados do Ministério Público, do DIAP Regional do Porto e pelo juiz de instrução Pedro Miguel Vieira.

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