Menos espanhóis nos moliceiros
Portugueses e estrangeiros optam por fazer percurso na ria de Aveiro para conhecer a cidade. As portagens nas ex-Scut estão a prejudicar negócio
Conhecer a cidade de Aveiro nos seus barcos típicos - os moliceiros - e na ria é uma proposta que continua a atrair milhares de turistas. Portugueses e estrangeiros optam por aderir àquele serviço, elogiando o preço e a simpatia. No entanto, neste ano, já se registou uma quebra nos turistas espanhóis em comparação ao ano passado.
"Temos procura durante todo o ano. Temos tido muitos clientes, individuais, de Lisboa e do Sul do País, e grupos do Norte do País. Vêm de comboio e fazem este percurso, o que fica muito económico. Só temos a lamentar a falta de clientes espanhóis: no ano passado eram 40%, agora é só 15% por causa das portagens nas ex--Scut", explicou Virgílio Porto, responsável pela empresa Viva a Ria, que nasceu há três anos. Aqui o passeio dura 45 minutos e custa sete euros por pessoa.
Enrique Sancho, 29 anos, e a namorada vieram de Castela e Leão, em Espanha, com o propósito de visitar durante um dia Aveiro. "Os pais da minha namorada já tinham vindo cá e fizeram este passeio. Pesquisámos, fizemos o passeio e pensámos repetir. O preço é normal", disse Enrique.
Pedro Monteiro e Tânia Alves, naturais de Esmoriz e Fundão, são emigrantes na Suíça. Visitaram ontem Aveiro com os amigos suíços Arnaud Weiss e Cecile Graff. "É a segunda vez que fazemos o passeio. Mostra as salinas, edifícios típicos, a rota de Arte Moderna e explica a história dos moliceiros. Eles adoraram e acharam-nos muito simpáticos", contou Pedro.
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