Milhares de polícias com carreiras congeladas porque cursos não arrancam
Agentes de todo o País estão revoltados e apontam o dedo à Direção Nacional da PSP e ao Governo.
O curso de promoção à categoria de agente coordenador da PSP está há oito meses parado, para desespero e revolta de milhares de polícias em todo o País, que desta forma continuam com as carreiras congeladas. A ação de formação devia ter arrancado em dezembro de 2025 mas, segundo a Direção Nacional da PSP, “uma decisão judicial do Tribunal Administrativo anulou parcialmente a lista de ordenação final do concurso de promoção a agente coordenador de 2024” e isso fez adiar o processo.
Este atraso impede os polícias de progredirem na carreira e alcançarem aumentos salariais. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia culpa o Governo e a Direção Nacional da PSP por esta situação.
“Os agentes estão insatisfeitos, desmotivados e indignados porque sentem que o Governo decidiu mudar as regras do jogo sem avisar. Para além dos atrasos nesse concurso, verifica-se o mesmo na promoção da categoria de chefes coordenadores. Aqui há mesmo um vazio legal, porque temos cerca de 50 profissionais com essa formação, mas não podem ser promovidos por força desse vazio legal. A tudo isto junta-se o desagrado de quem se encontra na situação de pré-aposentação. Temos enviado ofícios ao Ministério da Administração Interna e à Direção Nacional mas não temos respostas ou são vagas e isso torna a PSP doentia em termos de funcionamento”, atirou Paulo Santos, presidente da ASPP/PSP.
No atual concurso para agentes coordenadores estão inscritos 2414 candidatos para um total de 800 vagas. A direção nacional explica que "alguns dos polícias do atual concurso foram opositores ao concurso de 2024, e por isso, existe a possibilidade de haver alterações de posicionamento que podem incluir ou excluir candidatos que vai afetar as listas do concurso de 2025".
Segundo a Direção Nacional, “a frequência do curso é uma obrigação estatutária e destina-se a preparar os polícias promovidos à nova categoria para o desempenho de funções correspondentes à categoria”.
A ASPP está cada vez mais descontente com a falta de respostas e por isso agendou para o dia 10 de setembro uma reunião dos membros da direção para fazer um ponto de situação e agendar formas de protesto.
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