Milhões selam acordo entre Rio e Salvador

Câmara não tem solução para bloco de betão construído para ser piscina olímpica.

08 de março de 2018 às 09:05
Estrutura de betão armado custou oito milhões, está ao abandono desde 2004 e vai ser transformado num multiusos Foto: Direitos Reservados
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Está para breve o fim do litígio entre a câmara e o Sporting de Braga relativo à segunda fase da cidade desportiva do clube. Em causa está uma área de 800 metros quadrados que a autarquia diz que devem ficar ao dispor da população, no pavilhão multiusos, que o clube vai edificar no bloco de betão armado mandado erigir por Mesquita Machado, junto ao estádio municipal, para ali instalar uma piscina olímpica.

António Salvador, presidente do Sp. Braga, diz que é "impraticável" ter um espaço de acesso livre num pavilhão integrado numa cidade desportiva destinada em exclusivo a atletas e sócios do clube. Ricardo Rio, o presidente da câmara, admite a "dificuldade" e entende que "tem de haver outro investimento por parte do clube em benefício da cidade".

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Na sessão de esclarecimento, realizada ontem no Estádio Municipal de Braga, o assunto não ficou resolvido, mas os presidentes, da câmara e do clube, foram unânimes em considerar que este caso será alvo de um entendimento a breve prazo.

Ao que o CM apurou, António Salvador terá feito saber a Ricardo Rio que, se a câmara insistisse no acesso público ao multiusos, o clube procuraria outro espaço para a edificação da segunda fase da cidade desportiva, deixando ao abandono a estrutura de betão armado que custou oito milhões de euros aos munícipes.

A câmara não tem qualquer projeto para aquele espaço e entende que a melhor solução passa pela requalificação prevista pelo clube. A falta de solução para aquela estrutura de betão armado terá levado a autarquia a recuar. O entendimento poderá estar para breve.

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