Militar da GNR aos tiros em cerimónia onde estava o ministro Luís Neves
Homem estava psicologicamente perturbado e pretendia chamar a atenção para problemas de saúde do filho e de si próprio. Ninguém ficou ferido.
Um militar da GNR efetuou vários disparos para o ar no final da cerimónia de juramento de bandeira, na Escola da GNR em Portalegre, esta sexta-feira, numa altura em que o ministro da Administração Interna e o Comandante Geral da GNR ainda estavam nas instalações da Guarda.
Os disparos terão sido um ato de desespero devido a situação clínica de um filho menor e a problemas de saúde que atravessa. O militar começou por contactar um jornalista do Correio da Manhã minutos antes da ocorrência. As mensagens diziam "eles vão ter de me ouvir" e explicavam os problemas que o militar atravessa - em momento algum anunciou ou deixou indícios de que iria fazer uso de uma arma de fogo. Segundos depois efetuou um telefonema ao mesmo jornalista e nessa altura ouviram-se os disparos.
Ninguém ficou ferido, mas a situação obrigou à intervenção dos elementos policias presentes.
Ao CM, a GNR esclareceu que "durante a manhã de hoje, 26 de junho, nas instalações do Centro de Formação de Portalegre, um militar, que se encontrava de serviço interno, efetuou disparos para o ar com a arma de serviço, não tendo daí resultado quaisquer feridos ou danos materiais".
"O militar, que no momento aparentava instabilidade do foro psicológico, foi de imediato acompanhado pelos serviços clínicos da Guarda, tendo a situação sido prontamente controlada. A ocorrência foi de imediato comunicada às entidades competentes, designadamente à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público", explica o Comando Geral, deixando por esclarecer se o militar foi formalmente detido.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt