Militares da GNR admitem extorsão sem violência contra imigrantes

Militares inventavam infrações para extorquir dinheiro a imigrantes. Terão conseguido cerca de 1800 euros a 24 vítimas.

26 de junho de 2026 às 01:30
Militares da GNR de Tavira cometiam crimes em ações de trânsito Foto: DR
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Os militares da GNR de Tavira José Augusto e Diogo Ribeiro admitiram na quinta-feira em tribunal terem “extorquido imigrantes mas sem ameaças e violência”. Os dois arguidos estão a ser julgados por 27 crimes contra imigrantes indostânicos, cometidos entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. O MP estima que tenham conseguido angariar cerca de 1800 euros a um total de 24 vítimas.

Durante a segunda sessão de julgamento no Tribunal de Faro, foram confrontados com vários casos que constam na acusação. Recusaram-se a falar em concreto de cada situação, afirmando apenas que “não existia um esquema organizado, nem os alvos eram imigrantes indostânicos, era o que calhava”. Uma das vítimas, descreve a acusação, terá ficado sem dinheiro para comer ao ter entregue 60 euros aos arguidos após ter sido mandada parar quando circulava numa bicicleta sem o documento de identificação.

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Os dois militares foram detidos em maio de 2025 por colegas da GNR, após vários meses de escutas obtidas do interior do carro da Guarda. Estão acusados de concussão, falsificação de documentos, abuso de poder, burla qualificada, peculato e ofensas à integridade física. Encontram-se em prisão domiciliária.

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