Ministério Público acusa 'Kagi' da morte de Diogo Silva em Ramalde
Jovem, de 27 anos, foi surpreendido pelo agressor na rua perto de sua casa. Foi atingido com cinco tiros na cabeça e dois no peito
O Ministério Público (MP) acusou Ricardo Filipe, conhecido por "Kagibanga" ou apenas "Kagi", do homicídio de Diogo Silva, ocorrido a 29 de março de 2024, na freguesia de Ramalde, no Porto. A vítima encontrava-se na via pública, junto à casa onde vivia com a família, quando foi surpreendida pelo suspeito. Tudo indica que o crime esteja relacionado com o tráfico de droga.
Segundo o MP, no dia do homicídio, "Kagi" escondeu-se atrás de um muro na Rua Doutor Pedro Sousa, à espera de Diogo Silva. Assim que o viu, aproximou-se da vítima com uma arma de fogo escondida por um guarda-chuva. Quando estava a cerca de quatro metros de distância, retirou a arma e efetuou cinco disparos. Três dos tiros atingiram Diogo Silva na cabeça e dois no peito, provocando-lhe a morte. Após o crime, o suspeito fugiu com a namorada para um alojamento de turismo rural, em Vila Verde, onde permaneceu escondido até ser detido pela Polícia Judiciária num centro comercial de Braga.
Desde o primeiro momento, os investigadores acreditaram tratar-se de um homicídio premeditado. Diogo Silva residia nas imediações do local onde foi morto, pelo que o arguido sabia que existia uma forte probabilidade de a vítima passar por aquela rua. Para facilitar a fuga, deixou o veículo em que se deslocava estacionado num ponto estratégico, que lhe permitia várias rotas de escape.
Ricardo Filipe encontra-se atualmente a cumprir pena por dois crimes de tentativa de homicídio. Cerca de um mês antes de matar Diogo Silva, terá tentado assassinar dois homens no Bairro de São Tomé, também na cidade do Porto. Uma das vítimas foi atingida num braço e a outra no abdómen.
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