Ministério Público deduz acusação contra auxiliar que fotografava as crianças da creche nuas e partilhava as imagens
Arguido partilhou, nas redes sociais, cerca de 1.637 ficheiros fotográficos e de vídeo com menores em contextos de nudez e atos de natureza sexual.
O Ministério Público de Faro acusou formalmente um homem de 28 anos, que se encontra em prisão preventiva, por vários crimes de pornografia de menores e um de fotografia ilícita, quando era auxiliar de infância, anunciou esta quarta-feira esta instituição.
De acordo com um comunicado da Procuradoria da República da Comarca de Faro, os factos terão ocorrido entre junho de 2023 e setembro de 2025, quando o arguido, que exercia funções como auxiliar de infância numa instituição com creche e jardim de infância, "terá utilizado o acesso privilegiado a menores para captar imagens de natureza íntima".
"No mesmo período, o arguido terá ainda partilhado, através de redes sociais, cerca de 1.637 ficheiros fotográficos e de vídeo contendo imagens de menores em contextos de nudez e atos de natureza sexual explícita", lê-se na nota.
A investigação foi dirigida pelo Ministério Público e executada pela Polícia Judiciária, através da sua Diretoria do Sul.
A Procuradoria da República informa ainda que o arguido se encontra atualmente sujeito à medida de coação de prisão preventiva.
Tal como o Correio da Manhã noticiou na segunda-feira, o suspeito, que estava em prisão preventiva por crimes de pornografia de menores, fotografou pelo menos cinco crianças com menos de 10 anos da creche onde trabalhava.
O detido tinha no telemóvel fotografias das crianças que frequentam a creche onde trabalhava, despidas da cintura para baixo.
De acordo com a notícia, o homem, que entretanto confessou os crimes, foi detido pela Polícia Judiciária em setembro de 2025, tendo-lhe sido apreendidos vídeos e fotografias com conteúdos de pornografia infantil, que tinha no telemóvel e no computador.
As fotografias foram tiradas na creche pelo menos entre 30 de junho de 2023 e 23 de setembro de 2025, e o auxiliar também partilhava os conteúdos com terceiros, utilizando as redes sociais Telegram e Skype.
O suspeito enviou aos utilizadores do Telegram pelo menos 203 ficheiros, fotográficos e de vídeo, com menores.
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