Ministério Público investiga corte de selo em caixa com provas da 'Operação Influencer'

MP diz que falha não põe provas em causa, mas abre processo e reconstitui diligência de busca em escritório de advogados.

19 de novembro de 2024 às 01:30
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O Ministério Público está a investigar a violação de um selo em caixas que continham documentos apreendidos nas buscas da ‘Operação Influencer’ - caso que levou à demissão do anterior primeiro-ministro António Costa.

Em causa está o material recolhido pela investigação na sociedade de advogados Morais Leitão, em específico a João Tiago Silveira, que coordenava o grupo de trabalho do Governo responsável pelo ‘simplex’ administrativo.

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O selo que garantia que a caixa não tinha sido aberta antes de chegar às mãos do juiz de instrução criminal foi cortado antes disso e agora há um inquérito em curso para perceber se houve crime.

“Todo o material apreendido nas buscas foi selado no decurso da busca, na presença de juiz, conforme, aliás, resulta do auto. A quebra do selo original deu origem a inquérito”, informou a Procuradoria-Geral da República, ao Público.

Ainda assim, o Ministério Público garante que “do interior da mesma não foi retirado qualquer documento ou suporte ali acondicionado” e que a validade da prova não está em causa.

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Os procuradores querem agora reconstituir a diligência na Morais Leitão, e fizeram essa proposta, mas a mesma ainda não se realizou. Na prática, os documentos apreendidos há mais de um ano ainda não foram analisados pelos magistrados.

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