Ministério Público quer condenação de idoso por enforcar cães
Arguido ficou em silêncio no Tribunal de Cantanhede. Testemunha referiu que animais iam para canil no dia em que os matou.
A magistrada do Ministério Público considera que o homem, de 81 anos, que é acusado de matar três cachorros por enforcamento, na zona de Cantanhede, atuou com especial perversidade e deve ser condenado em pena de multa. Julgado ontem, no Tribunal de Cantanhede, o arguido, residente em Taboeira, não prestou declarações.
Foi ouvida a mulher que denunciou os factos, a 3 de maio de 2024. A testemunha disse em tribunal que a sua mãe tinha previsto levar os cachorros para um canil, precisamente no dia em que o arguido os matou.
Durante o depoimento, admitiu não ter visto o idoso a matar os animais, mas referiu que o viu passar para a zona onde se encontrava a cadela com um pau na mão. Pouco depois viu-o com um dos cachorros já morto.
Ao dirigir-se ao local, após a saída do arguido, encontrou os três cachorros enforcados e alertou a GNR. O militar que foi ao local disse em tribunal que, ao ser confrontado, à data dos factos, o idoso admitiu tê-los matado por não ter quem ficasse com eles.
O homem é acusado de três crimes de morte e maus-tratos a animal de companhia por ter enrolado em volta do pescoço dos três animais um pedaço de corda de nylon e colocou-os em suspensão, asfixiando-os.
Os cachorros tinham entre três a quatro semanas e eram filhos de uma cadela de raça Pitbull Terrier que estava entregue aos cuidados do arguido.
Nas alegações finais, o seu advogado, Vítor Gaspar, pediu a absolvição por “não existirem provas”. Acrescentou que várias testemunhas referiram que o suspeito “era amigo dos animais”, que sempre teve vários e os “tratava bem”.
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