Ministro da Defesa admite que há indícios de crime muito grave
O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, admitiu a existência de indícios de que foi cometido um “crime muito grave” na unidade de comandos da Carregueira, em Sintra. O ministro reage assim à notícia avançada pelo CM esta quinta-feira, sobre o desaparecimento de dez armas de guerra.
O exército corroborou a informação que os 350 militares estão encerrados na unidade, sob investigação.
Augusto Santos Silva expressou o total apoio ao Exército "no apuramento das responsabilidades, incluindo criminais", afirmando que a força militar "tomou as providências necessárias".
Os 350 elementos das tropas de elite estão desde segunda-feira fechados no quartel, sob interrogatório. Segundo o Estado-maior do Exército, a unidade está fechada por ordem do comandante do quartel, pelo "incidente com material de guerra".
Confrontado com o facto de ter havido falta de comida para todos os elementos, o Exército reconhece que houve "uma ementa alternativa, numa refeição apenas", porque estavam mais homens do que o previsto, mas que "todos comeram e que nunca faltou comida aos militares".
Em relação à falta de dinheiro na caixa Multibanco, o porta-voz,
Tenente-coronel Hélder Perdigão,
explicou que "a unidade está fechada" pelo que não entra nem sai ninguém do quartel, incluindo a empresa para o carregamento da máquina automática de dinheiro, que "está avariada".
O Tenente-coronel declarou ainda ainda que o "encerramento da unidade é perfeitamente normal numa situação destas", explicando que "em casos pontuais, e depois de avaliados pelo comando, entram e saem pessoas e bens" do quartel.
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