Mistério de Mónica Silva desvendado hoje

Saiu para tomar café e não mais foi vista. Fernando Valente foi acusado de homicídio, mas o tribunal absolveu-o. Ministério Público recorreu da sentença. Hoje fica a saber-se qual a decisão dos juízes desembargadores.

11 de junho de 2026 às 01:30
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“Os juízes desembargadores têm nas mãos o poder de reverter esta decisão e fazer justiça. Julgo que vão optar pela condenação [de Fernando Valente], eventualmente mandar corrigir alguns pontos da primeira decisão, mas não me parece que irão mandar repetir o julgamento.” Esta é a convicção de António Falé de Carvalho, advogado da família de Mónica Silva, a grávida da Murtosa desaparecida em finais de 2023. Foi absolvido pelo Tribunal de Aveiro, o Ministério Público (MP) recorreu da sentença e o Tribunal da Relação do Porto decide esta quinta-feira o futuro de Fernando Valente, que o MP acusa de ser o autor do homicídio de Mónica. A família espera uma decisão idêntica à que aconteceu no caso de Rosa Grilo. Foi condenada pelo homicídio do marido, Luís Grilo, mas o amante foi absolvido na primeira instância. Acabou condenado pelo Tribunal da Relação à pena máxima.

Mónica Silva, grávida de sete meses, desapareceu há quase três anos. A 3 de outubro de 2023, saiu de casa para ir tomar um café. Disse aos filhos que demoraria apenas cinco a dez minutos, mas não regressou. A família apontou sempre o dedo ao mesmo suspeito: Fernando Valente. A PJ concluiu o mesmo, na investigação ao caso. Valente teria ido buscar Mónica a casa, levou-a para a sua habitação na Torreira, e matou-a. Segundo a investigação, Valente e o pai limparam a casa profundamente. Foi detido pela PJ e chegou a ficar em prisão preventiva, jurando sempre inocência. Passou, mais tarde, para prisão domiciliária até ser julgado. Quando chegou à barra do tribunal, o coletivo de juízes decidiu que as sessões de audiência decorreriam à porta fechada, visto que iriam ser discutidos pormenores da vida íntima de Mónica e Fernando.

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Fernando Valente foi absolvido de todos os crimes, uma vez que não se provou o envolvimento na morte de Mónica. O corpo nunca foi encontrado e, acima de tudo, esse facto foi considerado circunstancial. A morte acabou por não ser valorada em julgamento. Nem sequer foi dado como provado de que Mónica e Fernando estiveram juntos na noite em que a mulher desapareceu.

“Se Fernando Valente for amanhã absolvido, acabou a esperança para a família. Os filhos de Mónica vivem na tristeza e na incerteza apesar de a família os proteger muito, mas sabem que a mãe morreu e sofrem com essa realidade”, disse António Falé de Carvalho.

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