Moradia de monstro está ao abandono

Mais de cinco meses depois do triplo homicídio ocorrido em Beja, em Fevereiro, a casa onde Francisco Esperança assassinou a mulher, Benvinda, de 52 anos, a filha Cátia, de 28, e a neta, Maria, de 4, à catanada, encontra-se ao abandono. Sem interessados está, também, a carrinha do homicida, da marca Mercedes. Estacionada no quintal da ‘casa dos horrores’, a viatura encontra-se já rodeada de ervas daninhas, algumas das quais com quase um metro de altura.

18 de julho de 2012 às 01:00
Francisco Esperança, triplo homicídio Foto: Hugo Rainho
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Ao que o CM apurou, ninguém da família terá mostrado interesse em usar os bens do antigo bancário, que depois de detido acabou por se suicidar na cadeia. Por herança, a vivenda e a viatura pertencerão a familiares de Benvinda, visto que Francisco não tinha mais nenhum familiar directo, além das três pessoas que assassinou.

"Está muito difícil vender e ninguém quer usar uma casa onde foram cometidos aqueles crimes. A memória ainda está muito presente na cabeça e na vida de todos", disse ao CM fonte próxima da família.

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Os vizinhos também continuam a lembrar a tragédia, sobretudo da pequena Maria, cada vez que passam pelo portão do número 15 da rua de Moçambique. "Ainda nos custa lembrar o horror que se passou nesta casa. Tenho mais pena da pequenina que brincava muito aqui", disse uma vizinha emocionada por voltar a tocar no assunto.

Recorde-se, que Francisco começou por se barricar na casa, entregando-se à PSP algumas horas depois. No local, as autoridades encontraram os corpos das três vítimas, mutilados a golpe de catana, há pelo menos três dias. Ouvido no Tribunal de Beja na tarde do dia 15 de Fevereiro – onde lhe foi decretada a prisão preventiva – o homem, de 60 anos, suicidou-se no EPL, em Lisboa, dois dias depois.

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