Moradores contra muro que impede passagem
Queixam-se que está em causa a acessibilidade de ambulâncias e carros de bombeiros.
Os moradores da Viela da Aldeia, em Anta, Espinho, uma rua sem saída, receiam uma tragédia a qualquer momento, por causa da falta de acessibilidade para os meios de socorro às suas casas. Um muro de um terreno impede a passagem de ambulâncias ou carros de bombeiros para um aglomerado habitacional com cerca de cem pessoas.
"A minha mulher já saiu daqui embrulhada num lençol porque a ambulância não conseguiu chegar à porta da nossa casa. Se um dia acontecer algum incêndio, será uma tragédia se os bombeiros não chegarem a tempo", lamentou ao CM Moisés Frutuoso, morador na Viela da Aldeia. "Para o apoio domiciliário da assistência social chegar até à minha mulher, que está acamada, as técnicas da Santa Casa da Misericórdia têm mesmo de ir a pé", acrescentou.
Segundo os moradores, a proprietária do muro não se tem mostrado disponível para resolver o problema. "A única solução é deitar o muro abaixo. Não sei do que é que estão à espera para fazer isso, ninguém quer saber de nós", criticou Floriano Bessa, também morador. A Câmara de Espinho esclarece que a expropriação de parte do terreno já foi iniciada, mas reconhece que se trata de um processo demorado.
"É verdade que nenhum carro de socorro consegue passar na Viela da Aldeia. No entanto, o socorro à população não está em causa porque há outras formas de fazer chegar os meios de socorro às populações isoladas", garantiu Pedro Louro, Comandante dos Bombeiros de Espinho.
O Correio da Manhã tentou contactar a proprietária do muro, mas sem sucesso.
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