Moradores preparam queixa contra "novo Dubai" no Jamor
Câmara rebate críticas e espera gerar mais de mil empregos por ano.
"Querem fazer um novo Dubai à portuguesa na Cruz Quebrada. Vão destruir a costa e aumentar o risco de cheias nesta área. A breve trecho, vamos avançar para a via judicial", afirmou ao Correio da Manhã Carlos Branco, da Associação Vamos Salvar o Jamor, que desde dezembro já angariou cerca de 5 mil euros através de uma campanha de financiamento coletivo na internet, designada ‘crowdfunding’. A petição para travar o projeto Porto Cruz, que acusam ainda de ir destruir a praia existente e agravar o trânsito e ruído na área, já recolheu 1400 assinaturas.O município diz que neste projeto "não existe investimento público" e que o privado será de cerca de 250 milhões de euros. A expectativa da autarquia é que sejam criados mais de mil postos de trabalho por ano e que o encaixe total em impostos seja de 80 milhões de euros.
Já a Câmara de Oeiras garante que "o plano foi instruído com um estudo de especialidade sobre a temática da Avaliação do Risco de Cheias na área de influência do rio Jamor e da sua ligação com o rio Tejo desenvolvido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa". A autarquia frisa que o estudo "foi considerado tecnicamente correto" e mereceu "pareceres favoráveis de todas as entidades públicas com responsabilidades no tema". Também ruído e tráfego "foram devidamente ponderados em estudos setoriais".
A autarquia ainda não tem "previsão de data para o arranque das obras", mas espera que "a conclusão dos trabalhos ocorra em 2020". Segundo a Câmara de Oeiras, o projeto inclui um hotel, edifícios de habitação, uma marina, piscina oceânica e ligação à zona ribeirinha sem barreiras físicas para bicicletas e peões. Está previsto o desmantelamento das antigas fábricas e remoção do amianto.
O município diz que neste projeto "não existe investimento público" e que o privado será de cerca de 250 milhões de euros. A expectativa da autarquia é que sejam criados mais de mil postos de trabalho por ano e que o encaixe total em impostos seja de 80 milhões de euros.
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