Morgue do hospital de Macedo de Cavaleiros com baratas e falta de limpeza
O alerta é dado por funcionários das agências funerárias que relatam o caos do serviço.
O estado degradado da morgue do hospital de Macedo de Cavaleiros está a provocar uma onda de indignação, especialmente por profissionais fúnebres.
Em entrevista ao CM contam que desde que deixaram de se realizar autópsias naquele hospital, há cerca de 20 anos, que a situação “tem piorado”.
Há portas e tubos estragados, mas o mais chocante é, segundo um agente funerário que não quer revelar a identidade, o “odor insuportável”, as “macas sempre cheias de líquidos libertados pelos cadáveres” e as “baratas que são visíveis a circular por cima dos lençóis que cobrem os corpos”. Apesar de hoje em dia já ser “raro as famílias irem à morgue”, aqueles que optam por fazê-lo ficam “chocados” com a falta de higiene do local.
Contactamos a Unidade Local de Saúde do Nordeste, na qual está integrada este hospital, que confirmou os relatos dados pelos funcionários, admitindo que não são recentes, mas garantiu que estão “já em curso várias ações de melhoria, quer através de meios internos, quer com recurso a serviços especializados externos, com vista à resolução célere das situações detetadas.”
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